Calculadora de Risco Cardiovascular — Escore de Framingham
❤️ Cardiologia · Recomendado pela SBC

Calculadora de Risco Cardiovascular — Escore de Framingham

Calcule o risco de infarto, AVC ou morte cardiovascular nos próximos 10 anos usando o Escore de Framingham validado internacionalmente e recomendado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

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Escore de Framingham 2008
Classificação SBC integrada
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Sem cadastro necessário
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Framingham 2008

Equação validada por D'Agostino et al. (2008), referência global para estratificação de risco cardiovascular.

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Recomendado pela SBC

Adotado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia como ferramenta primária de estratificação de risco em adultos.

🎯

Risco em 10 anos

Estima a probabilidade de infarto, AVC ou morte cardiovascular na próxima década com base em 7 critérios clínicos.

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Uso orientativo

Ferramenta de apoio ao julgamento clínico. Não substitui a avaliação presencial de um cardiologista.

Calculadora de Risco Cardiovascular — Escore de Framingham

Preencha os dados clínicos do paciente para calcular o risco em 10 anos

Entre 30 e 74 anos Idade válida: 30–74 anos
Valor do exame laboratorial Valor válido: 100–500 mg/dL
Colesterol bom Valor válido: 20–150 mg/dL
Valor da aferição Valor válido: 90–200 mmHg
risco
10 anos

0%10%20%30%+

⚠️ Uso orientativo. Este escore estima o risco cardiovascular com base em equações populacionais. Não constitui diagnóstico médico. Consulte sempre um cardiologista para avaliação individual e definição de conduta clínica.

O que é o Escore de Framingham?

O Escore de Framingham é o instrumento de estratificação de risco cardiovascular mais utilizado e validado no mundo. Foi desenvolvido a partir do famoso Framingham Heart Study — um dos maiores estudos epidemiológicos da história, iniciado em 1948 na cidade de Framingham, Massachusetts (EUA) — e adaptado ao longo das décadas para aumentar sua precisão.

A versão utilizada atualmente em adultos (Framingham 2008, D'Agostino et al.) estima a probabilidade de um evento cardiovascular grave — infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca coronariana ou morte cardiovascular — nos próximos 10 anos, com base em sete variáveis clínicas e laboratoriais de fácil obtenção.

No Brasil, o Escore de Framingham é recomendado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) como ferramenta primária para a estratificação de risco cardiovascular global em adultos assintomáticos.

Critérios de Framingham: quais são as variáveis utilizadas?

Os critérios de Framingham são as sete variáveis clínicas que alimentam a equação de cálculo do risco. Todas podem ser obtidas com uma anamnese básica e exames laboratoriais de rotina:

🎂

Idade

30 a 74 anos. O risco aumenta progressivamente com a idade.

Sexo biológico

Homens têm risco basal maior que mulheres em idades equivalentes.

🧪

Colesterol total

Quanto maior o colesterol total, maior a pontuação de risco.

💚

HDL-colesterol

O "colesterol bom": valores mais altos reduzem o risco calculado.

🩺

Pressão arterial sistólica

Com distinção entre PA controlada com medicação ou não tratada.

🚬

Tabagismo

Fumantes ativos têm risco cardiovascular significativamente elevado.

🍬

Diabetes mellitus

Presença de DM aumenta o risco cardiovascular de forma independente.

Como interpretar o resultado — Classificação de risco cardiovascular

O resultado do Escore de Framingham é expresso em porcentagem de risco em 10 anos. A classificação adotada segue as diretrizes da SBC e do American College of Cardiology (ACC/AHA):

Classificação Risco em 10 anos Interpretação Conduta recomendada
Baixo < 10% Baixa probabilidade de evento cardiovascular maior Controle anual, modificação de estilo de vida
Intermediário 10% – 20% Risco moderado; avaliação adicional pode ser indicada Otimização de fatores de risco, considerar estatina
Alto 20% – 30% Risco elevado de evento cardiovascular na próxima década Tratamento farmacológico e seguimento cardiológico
Muito alto > 30% Risco muito elevado; ação imediata recomendada Avaliação cardiológica urgente, terapia intensiva

Escore de Framingham vs. outras escalas de risco cardiovascular

Existem diversas ferramentas para estimar o risco cardiovascular. Cada uma tem indicações, populações de validação e variáveis distintas:

Escore Desenvolvedor Variáveis principais Indicação atual
Framingham 2008 NHLBI / EUA Idade, sexo, CT, HDL, PA, tabagismo, DM ✅ Padrão SBC Brasil
PREVENT (2023) AHA / EUA Inclui TFG e hemoglobina glicada Atualização recente AHA
SCORE2 ESC / Europa Idade, sexo, tabagismo, colesterol não-HDL, PA Padrão europeu (ESC 2021)
PCE (Pooled Cohort) ACC/AHA Similar ao Framingham, inclui raça Diretrizes ACC/AHA EUA
Escore de Lee Lee et al. Idade, ASA, creatinina, DM, ICC, doença coronariana Risco cirúrgico cardíaco

Estratificação de risco cardiovascular: por que é importante?

A estratificação de risco cardiovascular é a base da prevenção primária em cardiologia. Identificar precocemente os pacientes com risco elevado permite:

→ Iniciar tratamento farmacológico preventivo (estatinas, anti-hipertensivos) antes da ocorrência de eventos; → Intensificar metas terapêuticas (LDL-alvo, PA-alvo) de acordo com o nível de risco; → Priorizar investigação diagnóstica complementar (escore de cálcio coronário, teste ergométrico); → Orientar mudanças de estilo de vida com embasamento clínico individualizado.

Segundo as diretrizes da SBC, todos os adultos a partir dos 40 anos devem ter o risco cardiovascular calculado periodicamente. Pacientes com diabetes, hipertensão ou dislipidemia devem ser avaliados independentemente da faixa etária.

Perguntas frequentes sobre o Escore de Framingham
O que é o Escore de Framingham e para que serve? +
O Escore de Framingham é uma ferramenta clínica validada que estima o risco de um evento cardiovascular grave (infarto do miocárdio, AVC, morte coronariana) nos próximos 10 anos. É utilizado para guiar decisões terapêuticas em prevenção primária e secundária de doenças cardiovasculares.
Quais são os critérios de Framingham? +
Os critérios de Framingham são as sete variáveis do escore: idade (30–74 anos), sexo biológico, colesterol total (mg/dL), HDL-colesterol (mg/dL), pressão arterial sistólica (com ou sem tratamento anti-hipertensivo), tabagismo atual e presença de diabetes mellitus. Todas podem ser obtidas em uma consulta de rotina.
Como interpretar o resultado do Escore de Framingham? +
O resultado é expresso em porcentagem: menos de 10% = risco baixo; 10% a 20% = risco intermediário; 20% a 30% = risco alto; acima de 30% = risco muito alto. Esses valores representam a probabilidade de sofrer um evento cardiovascular grave nos próximos 10 anos.
O Escore de Framingham é recomendado pela SBC? +
Sim. A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) recomenda o Escore de Framingham como instrumento de estratificação de risco cardiovascular global em adultos assintomáticos, conforme as Diretrizes Brasileiras de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose.
Qual a diferença entre o Escore de Framingham e o PREVENT? +
O Framingham (2008) é o modelo clássico, amplamente validado e recomendado pela SBC. O PREVENT (AHA, 2023) é um modelo mais recente que incorpora variáveis adicionais como a taxa de filtração glomerular e a hemoglobina glicada, podendo ser mais preciso em determinadas populações. Ambos estimam o risco cardiovascular de 10 anos.
Quem deve calcular o risco cardiovascular pelo Escore de Framingham? +
Todos os adultos a partir dos 40 anos devem ter o risco cardiovascular avaliado periodicamente. Pacientes com diabetes mellitus, hipertensão arterial ou dislipidemia devem ser avaliados independentemente da faixa etária. Pacientes com doença cardiovascular já estabelecida são automaticamente classificados como alto risco e não precisam do escore.
O que é a escala de Framingham e em que difere do escore? +
"Escala de Framingham" e "Escore de Framingham" são termos usados de forma intercambiável na prática clínica brasileira para se referir ao mesmo instrumento: a ferramenta de estratificação de risco cardiovascular global desenvolvida a partir do Framingham Heart Study.
Esta calculadora substitui a consulta com um cardiologista? +
Não. Esta ferramenta tem uso orientativo e foi desenvolvida para apoiar o julgamento clínico de profissionais de saúde e para educação de pacientes. O resultado não constitui diagnóstico médico. A definição de conduta clínica, metas terapêuticas e tratamento farmacológico deve ser realizada por um médico cardiologista.
⚠️ Aviso médico importante: Esta calculadora é uma ferramenta de apoio orientativo para profissionais de saúde e pacientes. Os resultados não constituem diagnóstico médico nem substituem a avaliação clínica presencial de um profissional habilitado. Consulte sempre seu médico ou cardiologista com os resultados dos seus exames. Em caso de urgência cardiovascular, ligue para o SAMU (192) ou dirija-se à emergência mais próxima.
Fontes e referências bibliográficas:
1. D'Agostino RB Sr, et al. (2008). General cardiovascular risk profile for use in primary care. Circulation. 117(6):743–53. (Framingham 2008)
2. Sociedade Brasileira de Cardiologia (2017). 7ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial. Arq Bras Cardiol.
3. Faludi AA, et al. (2017). Atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose. Arq Bras Cardiol.
4. Khan SS, et al. (2023). Novel Prediction Equations for Absolute Risk Assessment of Total Cardiovascular Disease (PREVENT). Circulation. 149(6):430–449.
5. Visseren FLJ, et al. (2021). 2021 ESC Guidelines on cardiovascular disease prevention in clinical practice. Eur Heart J. 42(34):3227–3337.
6. Framingham Heart Study. National Heart, Lung, and Blood Institute (NHLBI). framinghamheartstudy.org
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