Calculadora de Risco Cardiovascular — Escore de Framingham
Calcule o risco de infarto, AVC ou morte cardiovascular nos próximos 10 anos usando o Escore de Framingham validado internacionalmente e recomendado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).
Calcular meu risco agoraFramingham 2008
Equação validada por D'Agostino et al. (2008), referência global para estratificação de risco cardiovascular.
Recomendado pela SBC
Adotado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia como ferramenta primária de estratificação de risco em adultos.
Risco em 10 anos
Estima a probabilidade de infarto, AVC ou morte cardiovascular na próxima década com base em 7 critérios clínicos.
Uso orientativo
Ferramenta de apoio ao julgamento clínico. Não substitui a avaliação presencial de um cardiologista.
Calculadora de Risco Cardiovascular — Escore de Framingham
Preencha os dados clínicos do paciente para calcular o risco em 10 anos
10 anos
–
–
–
O que é o Escore de Framingham?
O Escore de Framingham é o instrumento de estratificação de risco cardiovascular mais utilizado e validado no mundo. Foi desenvolvido a partir do famoso Framingham Heart Study — um dos maiores estudos epidemiológicos da história, iniciado em 1948 na cidade de Framingham, Massachusetts (EUA) — e adaptado ao longo das décadas para aumentar sua precisão.
A versão utilizada atualmente em adultos (Framingham 2008, D'Agostino et al.) estima a probabilidade de um evento cardiovascular grave — infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca coronariana ou morte cardiovascular — nos próximos 10 anos, com base em sete variáveis clínicas e laboratoriais de fácil obtenção.
No Brasil, o Escore de Framingham é recomendado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) como ferramenta primária para a estratificação de risco cardiovascular global em adultos assintomáticos.
Critérios de Framingham: quais são as variáveis utilizadas?
Os critérios de Framingham são as sete variáveis clínicas que alimentam a equação de cálculo do risco. Todas podem ser obtidas com uma anamnese básica e exames laboratoriais de rotina:
Idade
30 a 74 anos. O risco aumenta progressivamente com a idade.
Sexo biológico
Homens têm risco basal maior que mulheres em idades equivalentes.
Colesterol total
Quanto maior o colesterol total, maior a pontuação de risco.
HDL-colesterol
O "colesterol bom": valores mais altos reduzem o risco calculado.
Pressão arterial sistólica
Com distinção entre PA controlada com medicação ou não tratada.
Tabagismo
Fumantes ativos têm risco cardiovascular significativamente elevado.
Diabetes mellitus
Presença de DM aumenta o risco cardiovascular de forma independente.
Como interpretar o resultado — Classificação de risco cardiovascular
O resultado do Escore de Framingham é expresso em porcentagem de risco em 10 anos. A classificação adotada segue as diretrizes da SBC e do American College of Cardiology (ACC/AHA):
| Classificação | Risco em 10 anos | Interpretação | Conduta recomendada |
|---|---|---|---|
| Baixo | < 10% | Baixa probabilidade de evento cardiovascular maior | Controle anual, modificação de estilo de vida |
| Intermediário | 10% – 20% | Risco moderado; avaliação adicional pode ser indicada | Otimização de fatores de risco, considerar estatina |
| Alto | 20% – 30% | Risco elevado de evento cardiovascular na próxima década | Tratamento farmacológico e seguimento cardiológico |
| Muito alto | > 30% | Risco muito elevado; ação imediata recomendada | Avaliação cardiológica urgente, terapia intensiva |
Escore de Framingham vs. outras escalas de risco cardiovascular
Existem diversas ferramentas para estimar o risco cardiovascular. Cada uma tem indicações, populações de validação e variáveis distintas:
| Escore | Desenvolvedor | Variáveis principais | Indicação atual |
|---|---|---|---|
| Framingham 2008 | NHLBI / EUA | Idade, sexo, CT, HDL, PA, tabagismo, DM | ✅ Padrão SBC Brasil |
| PREVENT (2023) | AHA / EUA | Inclui TFG e hemoglobina glicada | Atualização recente AHA |
| SCORE2 | ESC / Europa | Idade, sexo, tabagismo, colesterol não-HDL, PA | Padrão europeu (ESC 2021) |
| PCE (Pooled Cohort) | ACC/AHA | Similar ao Framingham, inclui raça | Diretrizes ACC/AHA EUA |
| Escore de Lee | Lee et al. | Idade, ASA, creatinina, DM, ICC, doença coronariana | Risco cirúrgico cardíaco |
Estratificação de risco cardiovascular: por que é importante?
A estratificação de risco cardiovascular é a base da prevenção primária em cardiologia. Identificar precocemente os pacientes com risco elevado permite:
→ Iniciar tratamento farmacológico preventivo (estatinas, anti-hipertensivos) antes da ocorrência de eventos; → Intensificar metas terapêuticas (LDL-alvo, PA-alvo) de acordo com o nível de risco; → Priorizar investigação diagnóstica complementar (escore de cálcio coronário, teste ergométrico); → Orientar mudanças de estilo de vida com embasamento clínico individualizado.
Segundo as diretrizes da SBC, todos os adultos a partir dos 40 anos devem ter o risco cardiovascular calculado periodicamente. Pacientes com diabetes, hipertensão ou dislipidemia devem ser avaliados independentemente da faixa etária.
1. D'Agostino RB Sr, et al. (2008). General cardiovascular risk profile for use in primary care. Circulation. 117(6):743–53. (Framingham 2008)
2. Sociedade Brasileira de Cardiologia (2017). 7ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial. Arq Bras Cardiol.
3. Faludi AA, et al. (2017). Atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose. Arq Bras Cardiol.
4. Khan SS, et al. (2023). Novel Prediction Equations for Absolute Risk Assessment of Total Cardiovascular Disease (PREVENT). Circulation. 149(6):430–449.
5. Visseren FLJ, et al. (2021). 2021 ESC Guidelines on cardiovascular disease prevention in clinical practice. Eur Heart J. 42(34):3227–3337.
6. Framingham Heart Study. National Heart, Lung, and Blood Institute (NHLBI). framinghamheartstudy.org